Fritos de batata, ervas e ricotta com ovos de codorniz # Herbed potato, ricotta cakes with quail eggs


 

Sábado à noite. Na tábua um naco generoso de ovelha, inteiro, à espera de ser feito em mil pedaços de carne amadurecida. Ele preferiu trazê-la do talho assim. Podia ter pedido para cortar exatamente como queria mas não, isso seria acabar com parte da diversão.

Enquanto isso uma panela cheia borbulha no fogão. Apenas água, sal e batatas e no embalo do vai e vém da faca, encho dois copos com vinho, tinto quase morno para ele, branco bem fresco para mim. O primeiro gole relaxante e damos por oficialmente aberta mais uma noite sem pressas na cozinha.

Em noites assim há sempre brie, chévre (nunca grelhado), gorgonzola, e azeitonas, que nunca faltem as azeitonas, alentejanas ou kalamata. Há também ervas frescas “plantadas” em copos com água e o sempre presente estalar da cebola e do alho no azeite quente.

Ao puré de batata já frio junto a cremosidade leitosa do ricotta e a frescura perfumada das ervas. Um fio de azeite na sertã bem quente e estamos a poucos passos de uma entrada para juntar a tudo o mais que nos apetecer.

Os pedaços de ovelha, de cor vermelho velho, cortados pacientemente foram finalmente a banhos,  mergulhados numa marinada de cerveja, alho e ervas. Dois ou três dias para amaciar as fibras da carne madura e vamos ter estufado encorpado para combinar com estes dias cinzentos e frescos.

Frito os bolos cremosos de batata até dourarem e entre goles de vinho e pedaços de queijo, frito também os ovos de codorniz. Umas quantas folhas verdes a gosto e estão prontos para receber o garfo.

Amanhã temos ovelha estufada para o jantar. Desta vez serei apenas eu na cozinha. Sem queijo, talvez algumas azeitonas, definitivamente um copo de vinho e com certeza estes fritos de batata cremosos para ampararem o molho encorpado e os pedaços de carne macia que ele tão pacientemente preparou.

 

In English

Saturday night. On the board a generous chunk of sheep, whole, waiting to be made into a thousand pieces of ripened flesh. He preferred to buy it like this. He could have asked to cut exactly as he wanted but no, that way he would miss part of the fun.

Meanwhile a full pot bubbles on the stove. Only water, salt, and potatoes, and in the swing of the coming and going  of the knife, I fill two glasses with wine, almost warm red for him, chilled white for me. The first relaxing sip and we officially open one more leisurely evening in the kitchen.

On nights like this there is always brie, chévre (never grilled), gorgonzola, and olives, may we never run out of olives, alentejanas or kalamata. There are also fresh herbs “planted” in glasses with water and the ever present sizzling of onion and garlic in the hot oil.

To the already cold mashed potatoes I add the milky creaminess of the ricotta and the fragrant freshness of the herbs. A strand of olive oil in the hot frying pan and we are just a few steps away from a starter to join whatever else we feel like.

The pieces of sheep, dark red-colored, patiently cut, were finally bathed in a marinade of beer, garlic, and herbs. Two or three days to soften the fibers of the mature meat and we will have a full bodied stew to combine with these gray and fresh days.

I fry the creamy potato cakes until golden brown and between sips of wine and pieces of cheese, I also fry some quail eggs. A few green leaves to taste and are ready to receive the fork.

Tomorrow we´ll be having sheep stew for dinner. This time I will cook alone. No cheese, maybe some olives, definitely a glass of wine and for sure these creamy potato fritters to pat the full-bodied sauce and the chunks of soft meat he so patiently prepared.

 

 

 

Ingredientes: faz cerca de 10 fritos

  • 400 g de batata sem casca
  • 200 g de ricotta
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de salsa picada
  • 1 colher de sopa de cebolinho picado
  • Sal a gosto
  • Pimenta preta a gosto
  • Fio de azeite para fritar
  • Ovos de codorniz
  • Folhas verdes a gosto

 

Preparação:

  1. Coza as batatas em água temperada com sal até ficarem macias.
  2. Escorra, faça as batatas em puré e deixe arrefecer.
  3. Junte-lhes o ricotta, os ovos batidos, as ervas, sal e pimenta a gosto, mexa bem para ligar. Tape com película e leve ao frio por 30 minutos.
  4. Aqueça um fio de azeite numa sertã e coloque colheradas de massa de batata na mesma.
  5. Eu uso uma colher de gelado. Coloco bolas de massa na sertã e depois espalmo-as com a colher para lhes dar a forma de panquecas.
  6. Deixe alourar e depois vire para fritar do outro lado.
  7. Estes fritos são muito delicados, deve virá-los com cuidado para não partirem.
  8. Frite os ovos de codorniz.
  9. Sirva os fritos de batata e ricotta com folhas verdes e os ovos de codorniz em cima.

 

Ingredientes: makes about 10 cakes

  • 400 g of peeled potatoes
  • 200 g of ricotta
  • 1 tablespoon chopped parsley
  • 1 tablespoon chopped chives
  • Salt to taste
  • Black pepper to taste
  • a thread of olive oil to fry
  • Quail eggs
  • Green leaves to taste
  • 2 eggs

 

Preparation:

  1. Cook the potatoes in salted water until tender.
  2. Drain, puree the potatoes and let cool.
  3. Add the ricotta, beaten eggs, herbs, salt and pepper to taste, stir well to bind. Cover with clingfilm and take to the cold for 30 minutes.
  4. Heat a thread of olive oil in a frying pan and put spoonfuls of potato dough in it.
  5. I use an ice cream scoope. I put balls of dough in the frying pan and then spread them a bit with the spoon to give them the shape of pancakes.
  6. Fry until golden brown and then turn to fry on the other side.
  7. These cakes are very delicate, turn them carefully so that they don´t break.
  8. Fry the quail eggs.
  9. Serve these herbed potato and ricotta cakes with green leaves and quail eggs on top.

 

A nossa viagem a Italia 3 e um risotto de espargos e hortelã # Our trip to Italy 3 and an asparagus and mint risotto

 

 

Grosseto casa do maravilhoso ricotta e outros queijos italianos.

A nossa estadia aqui foi curta demais. Chegamos a meio da tarde e no dia seguinte já estávamos de partida para Roma, mas ainda assim houve tempo para aproveitar a Happy Hour de Sábado, com as ruas do centro histórico bem movimentadas e animadas e um jantar super saboroso:

Salada de canónigos, pera, pecorino e nozes

Vitela com molho de atum, que até pode parecer estranho mas que é muito bom! Esta receita é típica do Norte, de Turim mas como não íamos passar lá decidimos prová-la em Grosseto.

E por fim costeletas de cordeiro com alcachofras fritas.

Na manhã seguinte voltamos à estrada, a caminho de Roma pela costa de  Maremma, onde eu sabia que havia gemas paisagísticas escondidas mas para encontrá-las era preciso sair do percurso normal e aventurarmo-nos pelas estradas desertas de terra batida que serpenteiam as praias e montes, e apesar do dia estar cinzento, a beleza daquela costa não esmoreceu. A água azul turquesa e cristalina. O verde das encostas, por vezes selvagens e por vezes um pouco mais urbanizadas com moradias de veraneio e jardins lindíssimos. Vimos recantos inesquecíveis enquanto seguíamos viagem e ao fim da tarde chegámos no nosso último destino: Roma.

Percorrer parte de Itália, pisar neste território pela primeira vez, estar em lugares onde nunca tinha estado foi sentir a par dessa estranheza boa uma familiaridade que por algumas vezes me desarmou. Um misto de excitação e nostalgia. Mas em nenhum outro lugar isso foi tão evidente quanto em Florença e ainda mais em Roma.

Roma…

Quando olhei a cidade do “lado de cá” do rio Tibre, em Trastevere, foi amor à primeira vista. Roma é uma cidade absolutamente deslumbrante. A beleza clássica. As cores quentes. A arte. A riqueza histórica. Também é super lotada e barulhenta, mas tudo isso são detalhes que se perdem no cenário maior.

Nos dois dias que lá estivemos tomámo-la de assalto e derretemos quilómetros pelas ruas, ruelas, praças e avenidas da cidade, para no fim de cada dia voltarmos a Trastevere, exaustos, para jantar e descansar. Visitámos o mercado de Campo de Fiori, monumentos e ruínas, caminhamos na Via Sacra do Forum e subimos o Monte Palatino. E ainda assim ficou tanto, mas tanto por ver.

Itália para mim vai ficar sempre guardada no arquivo das “Viagens de uma vida”. Paisagens lindas. Pessoas afáveis. Comida maravilhosa. Não sei que outras viagens estarão por vir, até porque há muito mundo para conhecer mas esta foi extraordinária. E ainda agora, ao voltar a estes lugares através de imagens e palavras, volto a sentir a familiaridade nostálgica à flor da pele. Não há como negar. Um pedaço deste país ficou para sempre comigo.

Links:

Grosseto:

B&B Warm up Grosseto

Ristorante Canapone

Roma:

Ristorante Da Giovanna

Ristorante Campo de Fiori

Spice and Wine Bistro

Ristorante Tulipano Nero

 

 

In English

Grosseto home of wonderful ricotta and other beautiful italian cheeses.

Our stay here was too short. We arrived mid-afternoon and the next day we were leaving for Rome, but there was still time to enjoy Saturday´s Happy Hour, with the streets of the historic center crowded and lively and a super tasty dinner:

Lamb´s lettuce, pear, pecorino and walnuts salad

Veal with tuna sauce, which may seem strange but that is really very good! This recipe is typical of the North of Turin but as we were not going to pass there we decided to try it in Grosseto.

And finally lamb chops with fried artichokes.

The next morning we returned to the road on our way to Rome along the coast of Maremma, where I knew that there were hidden landscape gems  but to find them we had to leave the normal route and venture along the deserted dirt roads that meander the beaches and hills, and although the day was gray, the beauty of that coast did not fade. The turquoise, crystal clear blue water. The green of the slopes, sometimes wild and sometimes slightly more urbanized, with summer villas and beautiful gardens. We saw unforgettable sights as we continued our journey and in the late afternoon we arrived at our last destination: Rome.

Rome…

To go through part of Italy, to tread in this territory for the first time, to be in places where I had never been before was to feel at the same time a good strangeness but also a familiarity that sometimes desarmed me. A mix of excitement and nostalgia. But nowhere was this more evident than in Florence and even more so in Rome.

When I saw part of the city for the first time, I was on the “here side” of the Tiber, still in Trastevere and it was love at first sight. Rome is an absolutely stunning city. The classic beauty. The warm colors. The art. Historical wealth. It is also super crowded and noisy but all these are details that get lost in the bigger picture.

On the two days that we were there we took it by storm and melted kilometers through the streets, alleys, squares and avenues of the city, so that at the end of each day we would return to Trastevere, exhausted, for dinner and rest. We visited monuments and ruins, walked in the Via Sacra of the Forum and climbed Mount Palatine. And yet there was so much, but so much more to see.

Italy for me will always be stored in the archive of “Trips of a lifetime”. I do not know what other trips are coming, because there is a lot of world to know but this one was extraordinary. Beautiful landscapes. Affable people. Wonderful food. I do not know that other trips are coming, because there is a lot of world to know but this one was extraordinary. And even now, when I return to these places through images and words, I feel the nostalgic familiarity at the surface of my skin again. There is no denying it. A piece of this country stayed with me forever.

Grosseto:

B&B Warm up Grosseto

Ristorante Canapone

Rome:

Ristorante Da Giovanna

Ristorante Campo de Fiori

Spice and Wine Bistro

Ristorante Tulipano Nero

 

Grosseto

Maremma`s coast

 

 

Roma

 

Ingredientes: 2 pessoas

  • 1 molho de espargos + 1 lt de caldo de vegetais
  • 160 g de arroz Carnaroli ou Arborio
  • 1 cebola pequena finamente picada
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 5 folhas grandes de hortelã
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de manteiga sem sal
  • Parmesão ralado a gosto

 

Preparação:

  1. Coza os espargos no caldo com as folhas de hortelã, em lume médio baixo e com o tacho quase tapado até que fiquem tenros.
  2. Deixe arrefecer e triture tudo num liquidificador e leve ao lume novamente. Mantenha o caldo quente em lume baixo.
  3. Refogue a cebola no azeite quente e assim que ficar transparente junte o arroz e mexa por 1 ou 2 minutos.
  4. Mantenha o lume médio e comece a juntar o caldo, uma concha de sopa de cada vez. Mexa e deixe o arroz absorver todo o líquido antes de voltar a juntar nova concha de caldo.
  5. Continue assim até que o arroz fique al dente e cremoso, cerca de 17 a 20 minutos.
  6. Retifique o sal, tendo em conta que o parmesão é bastante salgado.
  7. Espere 1 ou 2 minutos para que o arroz continue a libertar o amido e então junte a manteiga e parmesão ralado e mexa vigorosamente até que fiquem incorporados.
  8. Sirva de imediato, com um fio de azeite e mais queijo se gostar.

 

Ingredients: serves 2 

  • 1 bunch of asparagus + 1 lt vegetable broth
  • 160 g of Carnaroli or Arborio rice
  • 1 small onion finely chopped
  • 2 tablespoons olive oil + for drizzling
  • 5 large leaves of mint
  • Salt to taste
  • 1 tablespoon unsalted butter
  • Grated parmesan to taste

 

Preparation:

  1. Cook the asparagus in the broth with the mint leaves, on medium low heat and with the pan almost covered until they are tender.
  2. Let it cool and blitz everything in a blender and bring to the boil again. Keep the hot broth on low heat.
  3. Sauté the onion in the hot oil and as soon as it is transparent, add the rice and stir for 1 or 2 minutes.
  4. Keep the pan in medium heat and start to add the broth, one soup spoon at a time. Stir and let the rice soak in all the liquid before adding a new spoon of broth.
  5. Continue this way until the rice is al dente and creamy, about 17 to 20 minutes.
  6. Season with salt to taste, keeping in mind that the parmesan is already salty.
  7. Wait 1 or 2 minutes for the rice to continue releasing the starch and then add the butter and grated parmesan and stir vigorously until it is incorporated.
  8. Serve immediately with a drizzle of olive oil and more cheese if you like.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A nossa viagem a Itália 2 # Our trip to Italy 2

Florença

 

Florença. Fim de dia, quase a anoitecer e nós no meio do caos da cidade, a tentarmos chegar ao hotel com o GPS completamente baralhado pelas alterações rodoviárias, causadas pelas obras em curso. Das muitas aventuras que o pacote “viajar” abarca,  andar perdido numa cidade fortemente turística, que não se conhece e em hora de ponta, não tem nada de lúdico mas nada como uma boa dose de stress para ativar o instinto de sobrevivência, e muitas voltas depois lá chegamos finalmente ao destino.

Largamos a bagagem no hotel, “despachamos” o carro para o estacionamento e aí sim, voltamos a apresentar-nos devidamente a Florença, e ela, como quem quer compensar uma falha ou sublimar um erro, dá-nos a vista majestosa e surpreendente do Duomo como primeiro presente de boas vindas. E eu numa reação ainda mais surpreendente emocionei-me até às lágrimas! Coisa que ainda está para ser explicada mas que os dias seguintes iriam provar não ser caso único.

Nessa noite selamos a amizade com Firenze ao sabor de um risotto de porcinni e ravioli de ricotta e espinafres com manteiga de salva, regados com tinto da Toscana.  Na manhã seguinte iríamos então vê-la pela primeira vez à luz do dia.

Começamos pelo mercado central. Muito queijo. Muitas alcachofras. Muito presunto e enchidos. Muitas massas, de todas as cores e feitios. Muito radicchio, folhas verdes e ervas aromáticas. E umas quantas cabeças de porco, estrategicamente penduradas para dar um pouco de drama ao cenário. No piso de cima estão vários restaurantes num espaço amplo que em horas mais tardias costuma ser bastante frequentado.

Voltamos ao Duomo que se mantinha majestoso e emocionante, desde sempre e para sempre. E seguimos para o café Gilli para o pequeno almoço. O Gilli é uma instituição em Florença e um clássico. As montras são um show por si só. Ricamente decoradas com abundância de doces, flores e tecidos drapeados e como estávamos perto da Páscoa, os ovos de chocolate e doces da época eram a atração principal. Entrar lá foi como mergulhar de cabeça na fantástica e hipnótica toca do coelho rumo ao país das maravilhas, para depois encontrar na mesa de chá do chapeleiro (neste caso de pequeno almoço) a deliciosa leveza doce do mil folhas de creme e da tarte de ricotta, apreciados com finos goles de cappuccino espumoso e café italiano, uma pequena bomba cremosa de cafeína.

De volta à terra percorremos as ruas da cidade. A Praça della Signoria com o Palácio Vecchio e várias estátuas, entre elas a réplica de Davi de Michelangelo. Atravessamos a ponte vecchio sobre o rio Arno, ladeada por lojas de ourivesaria com toldos que lembram a idade média e subimos à Piazzale Michelangelo, passando pelo bonito jardim das rosas. Ao chegar à Piazzale a vista panoramica sobre Florença é inesquecível. Subimos mais um pouco e deixámo-nos ficar sob o silêncio e a frescura do mármore do interior da igreja  de San Miniato Al Monte.

Nessa noite jantamos na Trattoria S. Lorenzo, al fresco. Bruschette como anti pasti, almondegas com um molho de tomate que me ficou na memória e com puré de batata e tripas e o melhor tiramisu que comi em Itália.

Na manhã seguinte voltámos aos tranquilos campos da Toscana, a caminho de Castiglione della Pescaia, na costa. Passamos pela feira local onde num restaurante ambulante se vendia peixe fresco para fritar na hora. Subimos ao centro histórico e no regresso provei um dos aperitivos mais conhecidos em Itália, o Spritz. Só a cor já conquista mas o sabor é ainda melhor.

(continua…)

Links:

Florença:

Mercado Central

Café Gilli

Trattoria S. Lorenzo

Ristorante Giannino

 

In English

Florence. End of day, almost dusk and we in the middle of the chaos of the city, trying to get to the hotel with the GPS completely shuffled by the road changes, caused by ongoing works. Of the many adventures that the “travel” package encompasses, being lost in a heavily touristy city that we don´t know and at rush hour has nothing playful about it, but nothing like a good dose of stress to activate the survival instinct, and many turns after that, we finally arrived at the destination.

We left the luggage at the hotel, “dispatched” the car to the parking lot, and then we returned properly to Florence, and she, like someone who wants to compensate for a fault or sublimate a mistake, gives us the majestic and surprising view of the Duomo as a first welcome gift. And I, in an even more startling reaction moved me to tears! A thing that is yet to be explained but that the following days would prove not to be a single case.

That night we sealed our friendship with Firenze to the taste of a creamy porcinni risotto and ricotta and spinach ravioli with sage butter, washed down with a full bodied red from Tuscany. The next morning we would see her for the first time in daylight.

We started by the central market. A lot of cheese. Lots of artichokes. Plenty of ham and cured meats. Lots of pastas of all colors and shapes. Lots of radicchio, green leaves and aromatic herbs. And a few pig heads, strategically hung to give some drama to the scenery. Upstairs are several restaurants in a large space that are usually very busy.

We returned to the Duomo which remained majestic and exciting. And we headed to Gilli’s for breakfast. Gilli is an institution in Florence and a classic. The café windows are a show by themselves. Richly decorated with plenty of small cakes, flowers and draped fabrics and as we were close to Easter, the chocolate eggs and sweets of the were the main attraction. Going in there was like plunging headlong into the fantastic and hypnotic ring of the rabbit heading for the wonderland, and then find on the hatter’s tea table (in this case breakfast) the delicious sweet lightness of a cream millefoglie and the ricotta tart , enjoyed with fine sips of foamy cappuccino and Italian coffee, a small, creamy caffeine bomb.

Back to earth we walked the streets of the city. The Piazza della Signoria with the Palazzo Vecchio and several statues, among them Michelangelo’s replica of David. We cross the bridge vecchio on the river Arno, lined by jewelery shops with awnings that remind us of the middle ages and we ascend to Piazzale Michelangelo, passing by the beautiful Garden of Roses. When arriving at Piazzale the panoramic view over Florence is unforgettable. We climbed a little higher and let ourselves be still under the silence and freshness of the marble of the interior of the church of San Miniato Al Monte.

That night we had dinner at the S. Lorenzo trattoria, al fresco. Bruschette as anti pasti, meatballs with a tomato sauce that continues printed in my memory with mashed potatoes and tripe and the best tiramisu I have eaten in Italy.

The next morning we returned to the peaceful beauty of the Tuscan countryside, on the way to Castiglione della Pescaia, on the coast. We visited the local market where a restaurant was selling fresh fish to be fried on the spot. We went up to the historic center and on the way back, tasted one of the best known appetizers in Italy, the Spritz. Only the color already conquers but the taste is even better.

(to be continued…)

Links

Florence:

Central Market

Café Gilli

Trattoria San Lorenzo

Ristorante Giannino

 

Jardim das Rosas / Garden of the Roses

 

Castiglione della Pescaia

 

 

Toscana a caminho de Grosseto / Tuscany on our way to Grosseto