Egito e karkade # Egypt and karkade

 

O Egito contemporâneo é um território de contrastes e emoções fortes. Tão diferente de tudo o que até então eu tinha visto, que mais do que em qualquer outro lugar, ali não houve espaço para lembrar assuntos pendentes. Só as saudades que sentíamos dos nossos rapazes vinham ao de cima, porque tudo o resto era diluído instantaneamente na correnteza forte da vida que se vive e respira neste país. O clima, a localização geográfica, o bulício e barulho constantes nas cidades, a história ancestral, a paisagem luxuriante das margens do rio Nilo, o misterioso deserto ao longe. Tudo nos absorve de tal forma que é impossível distanciar-mo-nos, física ou mentalmente. É muito intenso. Tão intenso que passados dois dias parecia que já lá estávamos há uma semana. Tão intenso que a certa altura parecia sentir tudo o que estava à minha volta entranhado além da pele, no fluir do sangue.

O Cairo foi o nosso primeiro pouso e apesar de tudo o que tinha pesquisado, nada me preparou para o caos alucinante que é conduzir nas ruas da cidade. Se alguma vez decidirem visitar o país acreditem que alugar um carro e enfrentar o trânsito do Cairo, ou de outra grande cidade egípcia é coisa que não querem de todo fazer. A melhor solução é deixar isso para os taxistas ou como no nosso caso ter um transfer que vos leve e vá buscar a todo o lado. O nosso motorista no Cairo, um rapaz com vinte e poucos anos levou-nos a vários sítios históricos da cidade, com segurança e com uma destreza tal que conquistou a nossa confiança e admiração para sempre! Para nós ele é um herói.

E o que dizer das misteriosas e surreais pirâmides? Da majestosa Esfinge? Dos tesouros e registos ancestrais de pessoas comuns, deuses e faraós contida no Museu de Antiguidades do Cairo? Tal como cheguei e publicar no Instagram: “Palavras nunca, mas nunca serão suficientes”. Mas isto, claro, sou eu a escrever, uma admiradora e pesquisadora incondicional da história do mundo antigo. Ainda em relação ao museu: Está prevista em 2018 a inauguração de parte do novo museu do Cairo, localizado no planalto de Gizé, onde estão as pirâmides, a Esfinge e o templo do vale. É uma construção colossal que tivemos a oportunidade de ver por fora, onde vão estar  peças e artefactos que estão a ser restaurados e que nunca foram expostos antes.

Dois dias passados. Deixámos a capital e voamos para Luxor, onde no antigo Egipto estava situada a capital Tebas. Aqui visitámos os Templos emblemáticos de Luxor e Karnak, com as suas colunas e estátuas gigantescas e paredes revestidas com a escrita sagrada, os infindáveis hieróglifos.

No Vale do Reis visitámos dois túmulos lindos, profundos, revestidos de cima abaixo por pinturas representativas da viagem da alma no pós vida, mas não fiz questão de visitar o do rei menino Tut ankh amon, provavelmente a maior atração do Vale. Este foi o único faraó cujo túmulo foi encontrado com todo o tesouro intacto, em 1922 por Howard Carter, arqueólogo e egiptólogo britânico que viveu perto do Vale dos Reis numa casa no deserto e o explorou durante 30 anos. A sua casa ainda lá está e pode ser visitada. Já o tesouro do rei está no Museu do Cairo. Ainda hoje esta descoberta arqueológica é considerada por muitos a mais importante de todos os tempos. E agora um pouco de História, passem à frente os menos interessados 🙂

Tut ankh amon teve uma morte inesperada entre os 18 e os 19 anos, daí ser chamado de menino, apesar de ter governado por cerca de dez anos. Não teve tempo para construir um túmulo à “medida” de um Faraó. Apesar de ser o mais famoso, o seu túmulo é o menos interessante do Vale, é pequeno e quase sem pinturas. A única mais valia é o facto de lá estar a sua múmia.

Ainda fazendo parte do Vale mas noutro local visitámos aquele que é talvez o mais belo templo egípcio. O templo mortuário da rainha Hatshepsut. Aquela que foi a única mulher faraó do Egito. Maravilhosamente integrado na paisagem é uma obra única e um projeto avant garde já para a época. Já agora, dizem que entre ela e o seu arquiteto Senenmut existia uma relação muito além da profissional, não oficial e por isso proibida. Terá sido o amor pela rainha que terá inspirado o arquiteto a criar este templo tão singular.

Em Luxor começamos o cruzeiro de 4 dias pelo Nilo e a parte mais tranquila e relaxante da viagem. Lentamente fomos navegando rio acima. As construções urbanas foram ficando para trás, até que nas margens começamos a ver apenas plantações, palmeiras e o deserto à distância. As buzinas deram lugar ao cantar dos pássaros, alguns deles exóticos com penas fartas e coloridas e assim, algum tempo depois e muito suavemente atracamos em Esna.

Mais a sul, em Edfu visitamos o Templo dedicado a Hórus, já da era ptolomaica* e um dos mais bem conservados, para de seguida navegarmos calmamente até Kom ombo, mesmo junto à margem do Nilo e entrarmos no Templo dedicado a Sobek, o deus crocodilo. Ao anoitecer todo o templo se iluminou e uma aura mágica envolveu o recinto. Antes de voltar ao barco passamos ainda pelo museu do crocodilo onde estão alguns dos animais embalsamados, ovos e artefactos encontrados neste templo.

*(período em o Egito foi governado pelos descendentes do general macedónio Ptolomeu que ficou a governar o país após a morte de Alexandre o grande. Esta fase durou cerca de 300 anos e terminou com a morte de Cleópatra, e não, Cleópatra não era egípcia era de origem macedónia).

Já noite adentro chegamos a Assuão, à margem dos vivos. Do outro lado do Nilo iluminados estavam os túmulos dos nobres. Tal como em tempos ancestrais o Nilo divide o mundo dos vivos e dos mortos. Numa margem as cidades, o bulício, a vida. Na outra o silêncio e os túmulos antigos.

E na manhã seguinte, bem cedo, deixamos o barco e aventuramo-nos no mercado principal da cidade. Por esta altura já tínhamos passado por vários recintos de monumentos. Todos são guardados por homens armados e em todos é feito um controle às mochilas e sacos. Na visita ao Khan El Kalili, no Cairo  fomos escoltados nas ruas por seguranças, desde que entramos no mercado até à nossa saída. Num certo local fomos todos advertidos pelo nosso guia no sentido de não termos contacto com os locais. Nunca tivemos qualquer incidente, mesmo nas duas vezes que fomos sózinhos a uma mercearia perto do hotel no Cairo para comprar água, mas a verdade é que por esta altura a decisão de enfrentar as ruas de uma cidade do sul, por conta própria, não foi tomada de animo leve. Ainda assim lá fomos e passado o nervosismo inicial acabou por ser uma experiência única. Àquela hora éramos os únicos turistas à vista. É claro que tivemos em conta os hábitos e costumes e mesmo despertando alguma atenção, andamos por onde quisemos e fizemos compras com toda a tranquilidade. Fotografei quase tudo o que quis, houve apenas uma situação onde se negaram a ser fotografados, como aliás é do seu direito e eu respeitei. Ainda agora consigo sentir o perfume forte das especiarias no mercado do Assuão.

Pela tarde vimos o obelisco inacabado e depois a barragem do Assuão e o lago Nasser. A quietude do imenso azul aquático a contrastar com os montes quentes ao longe. Uma visão e tanto, especialmente sob o filtro morno, alaranjado do entardecer.

A Núbia a par com os templos, o museu do Cairo e Vale dos Reis era o que eu mais queria conhecer e cedo na manhã seguinte apanhamos um barco mais pequeno rumo às aldeias nubias, ainda mais a Sul. Aqui é falada uma língua que só lá nascendo e vivendo se consegue aprender. Ninguém a sabe falar ou escrever senão os núbios. As casas são muito bonitas e arrumadas, com o chão em areia muito bem alisada e pintadas com cores alegres, por dentro e por fora. À chegada serviram-nos chá de menta, karkade (chá de hibiscus), pão solar com mel de cana e leitelho de búfala, na ampla zona social onde estão também as mascotes da casa: crocodilos vivos. Os pequenos em aquários. Os adultos, em gaiolas construídas acima do chão. O pão é cozido ao calor impiedoso do sol, nos terraços das casas, sem recorrer a forno e é ótimo! Estivemos aqui bastante tempo. Compramos artesanato e vimos um artesão a fazer lenços de pashmina que é conhecida como o ouro da lã, a lã mais macia do mundo. A certa altura perguntei a uma das senhoras que nos receberam se me deixava fotografá-la ao que ela acedeu, fazendo a sua melhor pose. Mostrei-lhe a foto na máquina e ela sorriu. Ficou a promessa: Se um dia lá voltar levo-lhe a foto impressa 🙂

Nessa noite estávamos de volta ao Cairo para no dia seguinte voarmos para Madrid.

E agora o lado prático: Ao viajar para o Egito há aspetos a ter em conta. Este é um país árabe, de maioria muçulmana, o que significa uma cultura bastante conservadora, costumes bem fincados e certas normas comportamentais e de vestuário para as mulheres. É também um dos países do mundo com mais baixa taxa de criminalidade e um dos poucos onde é muito provável que qualquer bem que se perca, incluindo carteiras com dinheiro, sejam devolvidos e/ou guardados, à espera que o dono os reclame. Um dos membros do nosso grupo perdeu a carteira com o passaporte no El Fishawy, no Cairo e quando lá voltou com o guia, tinham-na guardada. Por outro lado há a questão da segurança que é talvez o tema mais debatido quando se pensa em viajar para este território. Eu fiz questão de saber qual a situação política/religiosa do país que na altura estava tranquila. A verdade é que tudo isto pode mudar num estalar de dedos mas o medo não pode nunca ser motivo para se deixar de fazer seja o que for. Há muita segurança em geral, no aeroporto, nos locais turísticos e existe até a polícia turística posicionada estratégicamente, o que é ótimo para o bem estar de todos. Além do mais, com exceção para Portugal, hoje em dia viajar para qualquer grande cidade europeia acarreta um risco considerável.

No que diz respeito às mulheres: Os hotéis e os cruzeiros são sempre território neutro mas nas cidades, nos mercados e aldeias o mais conveniente é usar sempre mangas compridas, calças e um lenço que cubra o peito. Calções e decotes podem atrair uma atenção avassaladora. Quanto mais para sul se viaja mais conservadores são os locais, no entanto não temos qualquer queixa das pessoas do Sul, fomos sempre muito bem tratados. Seja onde for não é necessário cobrir a cabeça a não ser que entrem numa mesquita. É habitual ver mulheres/turistas dentro das mesquitas sem a cabeça coberta mas também é provável que sejam chamadas à atenção por ser considerado um desrespeito. Andar de mão dada e beijar na boca em público não é bem visto e acontece ser-se chamada à atenção até por andar à frente do homem na rua. Uma das coisas que percebi durante esta viagem é que muitos visitantes não fazem questão de conhecer os costumes locais e nem procuram ter uma ideia do que é apropriado ou não. A verdade é que nós é que estamos a “invadir” território alheio e eu escolhi respeitar, o que não é de todo difícil, até porque estamos apenas de passagem.

Mas o que para mim fica intocável, é a magia única do Egito que me encantou, mesmo ficando a um universo de distância da vida ocidental.

Se penso em lá voltar?… Sim, até porque tenho que levar a foto à senhora da Núbia 🙂

 

 

In English

Contemporary Egypt is a territory of contrasts and strong emotions. So unlike anything that I had ever seen, that more than anywhere else, there was no room to remember pending matters. Only the longing we felt of our boys came to the surface, everything else was diluted instantly in the strong current of life that lives and breathes in this country. The climate, the geographic location, the constant hustle and bustle in the cities, the ancestral history, the lush landscape of the banks of the river Nile, the mysterious desert in the distance. Everything absorbs us in such a way that it is impossible to distance ourselves, physically or mentally. It’s very intense. So intense that after two days it seemed we were already there a week ago. So intense that at one point I seemed to feel all that was around me ingrained beyond the skin, in the flow of my blood.
Cairo was our first landing and despite everything I had researched, nothing prepared me for the mind-blowing chaos that is driving the streets of the city. If you ever decide to visit the country believe me that renting a car and facing the traffic of Cairo or another great Egyptian city is something you do not want to do at all. The best solution is to leave this for the taxi drivers or as in our case have a transfer that takes you everywhere. Our driver in Cairo, a young man in his late twenties, took us to various historical sites in the city, with safety and with such a dexterity that it has won our trust and admiration forever! For us he is a hero.

And what about the misterious and surreal pyramids? The majestic Sphinx? The ancestral treasures and records of ordinary people, gods and pharaohs contained in the Cairo Museum of Antiquities? As I published on Instagram: “Words will never, ever be enough.” But this, of course, is me writing, an unconditional admirer and researcher of the history of the ancient world … Still in relation to the museum: It is planned to inaugurate part of the new Cairo museum, located in the Gizé plateau, in 2018, where the pyramids, the Sphinx and the temple of the valley are located. It´s a colossal construction that we had the opportunity to see from the outside where there will be pieces and artifacts that are being restored and have never been exposed before.

Two days past. We left the capital and flew to Luxor, where in ancient Egypt was located the capital Thebes. Here we visited the iconic temples of Luxor and Karnak, with their gigantic columns, statues and walls lined with the sacred writing, the endless hieroglyphs.

In the Valley of the Kings we visited two beautiful, deep tombs lined up from top to bottom by representative paintings of the soul’s journey in the afterlife, but not that of the boy king Tut ankh amon, probably the Valley’s greatest attraction. This was the only pharaoh whose tomb was found with all the treasure intact in 1922 by Howard Carter, British archaeologist and Egyptologist who lived near the Valley of the Kings in a house in the desert and explored it for 30 years. The house is still there and can be visited. Even today, this archaeological discovery is considered by many to be the most important of all time. And now a little History, move ahead the least interested ones 🙂

Tut ankh amon had an unexpected death between the ages of 18 and 19, hence being called a boy, despite having ruled for almost ten years. He did not have the time to build a tomb at the “measure” of a Pharaoh. Although it is the most famous, its tomb is the less interesting of the Valley, is small and almost without paintings. The only plus is the fact that his mummy is there.

Still being part of the Valley but elsewhere we visited the one that is perhaps the most beautiful Egyptian temple. The Mortuary Temple of Queen Hatshepsut. The one who was the only Pharaoh woman in Egypt. Beautifully integrated into the landscape is a unique work and an avant garde project even for that time. They say that between her and her architect Senenmut there was a relationship far beyond the professional, unofficial and therefore prohibited. It will have been the love for the queen that inspired the architect to create this unique temple.

In Luxor we started the 4 day cruise on the Nile and the most peaceful and relaxing part of the trip. Slowly we sailed upriver. The urban constructions were falling behind, until we began to see only plantations, palm trees and the desert in the distance. The horns gave way to the singing of the birds, some of them exotic with plentiful, colorful feathers and so, hours later and very softly we docked in Esna.

Further south, in Edfu we visited the Temple dedicated to Horus, already of the Ptolemaic era * and one of the best preserved, and then we sailed quietly to Kom ombo, right by the bank of the Nile and entered the Temple dedicated to Sobek, the god crocodile. At dusk the whole temple lit up and a magical aura enveloped the enclosure. Before returning to the boat, we pass through the crocodile museum where some of the embalmed animals, eggs and artifacts found in this temple are.

*Period in which Egypt was ruled by the descendants of the Macedonian general Ptolemy who stayed to rule the country after the death of Alexander the Great. This phase lasted about 300 years and ended with the death of Cleopatra, and no, Cleopatra was not Egyptian, she was of Macedonian origin).

In the night we arrived at Aswan, on the fringes of the living. On the other side of the Nile were the illuminated tombs of the nobles. As in ancient times the Nile divides the world from the living and the dead. On one bank the cities, the hustle and bustle, life. On the other the silence and the ancient tombs.

And the next morning, very early, we left the boat and ventured into the main market of the city. By this time we had passed through several places of monuments. All are guarded by armed men and in all a control is made to the backpacks and bags. On our visit to Khan El Kalili, in Cairo, we were escorted in the streets by security guards from the moment we entered the market and until we left it. In a certain place we were all warned by our guide in the sense of not having contact with the locals. We have never had an incident, even the two times we went alone to a grocery store near the hotel in Cairo to buy water, but the truth is that by this time the decision to face the streets of a southern city, on our own, was not taken lightly. Still there we went and past the initial nervousness turned out to be a unique experienStill there we went and past the initial nervousness turned out to be a unique experience. At that time we were the only tourists in sight. Of course we took into account the habits and customs and even arousing some attention, we walked wherever we wanted and shopped without any problem. I photographed almost everything I wanted, there was only one situation where they refused to be photographed, as indeed it is their right and I respected it.

In the afternoon we saw the unfinished obelisk and then the Aswan dam and the Nasser Lake, the immense aquatic blue contrasting with the warm hills in the distance. Such a sight, especially under the warm, orange filter of the evening dusk.

Nubia along with the temples, the Cairo museum and the Valley of the Kings was what I wanted to know the most and early, the next morning we took a smaller boat to the Nubian villages, further south. Here is spoken a language that only the ones who were born and live there are able to learn. No one knows how to write or pronouce it except the Nubians. The houses are very beautiful and tidy, with the sand floor very well smoothed and painted with bright colors, inside and out. On arrival we were served mint tea, karkade (hibiscus tea), solar bread with cane honey and buffalo buttermilk, in the large social area where there are also the mascots of the house: live crocodiles. The small ones in aquariums, the adults, in cages built above the ground. The bread is cooked in the merciless heat of the sun, on the terraces of the houses, without resorting to the oven and is delicious! We’ve stayed here a long time. We bought handicrafts and saw a craftsman making pashmina scarves  which is known as the gold of wool, the softest wool in the world. At one point I asked one of the ladies who received us if she let me photograph her whom she acceded to, doing her best pose. I showed her the photo on the camera and she smiled. The promise was: If one day I return there,  I will take her the printed photo 🙂

And now the practical side: When traveling to Egypt there are aspects to take into account. This is an Arab country, with a Muslim majority, which means a very conservative culture, well-enforced customs and certain behavioral and clothing standards for women. It is also one of the countries with the lowest crime rate in the world and one of the few where it is very likely that any asset that is lost, including wallets with money, is returned and / or stored, waiting for the owner to claim them. One of the members of our group lost it´s wallet with he´s passport at El Fishawy in Cairo, and when they returned there with the guide, they had kept it. On the other hand there is the question of security that is perhaps the most debated topic when thinking about traveling to this territory. I made a point of knowing about the political / religious situation of the country, that at that time was quiet. The truth is that all of this can change in a snap, but fear can never be a reason to stop doing whatever one wants to do. There is a lot of security in general, in the airport, in the tourist places and there is even the tourist police strategically positioned, which is great for the well being of all. And besides, with the exception of Portugal, nowadays traveling to any major European city poses a considerable risk.

Regarding to women, hotels and cruises are always neutral territory but in cities, markets and villages the most convenient is to always wear long sleeves, pants and a scarf that covers the chest. Shorts and necklines can attract overwhelming attention. The further south we travel the more conservative are the locals, however we do not have any complaints about the people of the South, we were always very well treated. Wherever you go, it´s not necessary to cover your head unless you enter a mosque. It is customary to see women / tourists inside the mosques with the head uncovered but they are also likely to be called to attention for being considered a disrespect. Hand walking and mouth kissing in public is not well seen and it can happen to be called to attention even for walking ahead of the man on the street. One of the things I noticed during this trip is that many visitors do not want to know local customs and do not even try to get an idea of ​​what is appropriate or not. The truth is we are the ones “invading” another’s territory and I chose to respect, which is not at all difficult, because after all we are just passing through.

But what for me is untouchable, is the unique magic of Egypt that enchanted me, even being a universe away from Western life.

If I think of going back there? … Yes, even because I have to take the photo to the lady of Nubia 🙂

 

 

 

 

Khan El Kalili Market – Cairo

 

El Fishawy Café – Cairo

 

Statue of Ramses ll – Cairo Museum

 

Saladino Mosque – Cairo

 

Copta Cairo in the Old Cairo

 

Karnak temple – Luxor

 

Queen Hatshepsut Mortuary Temple

 

Luxor Temple

 

 

Alabaster workshop – Near the Valley of the Kings

 

 

 

Statue of God Hórus in Edfú Temple

 

Kom Ombo Temple

 

Nasser lake – Aswan

 

Hibiscus flowers and pomegranates

 

 

Aswan Souq

 

  

Núbia

 

 

Karkade. Ou chá de hibiscus. No Egito é uma bebida de boas vindas e foi-nos servido quando chegamos ao barco e na Núbia, sem açúcar, à temperatura ambiente e com uma leve camada de espuma na superfície. É frutado e refrescante.

 

Ingredientes:

  • 3 chávenas de água
  • 1 chávena quase cheia de flores de hibiscus
  • Açúcar a gosto

 

Preparação:

  1. Leve a água o lume com as flores e assim que levantar fervura deixe ferver com o tacho tapado por 3 minutos.
  2. Desligue e deixe arrefecer.
  3. Sirva morno ou à temperatura ambiente, com ou sem açúcar.

Karkade. Or hibiscus tea. In Egypt it´s a welcome drink and it was served to us when we arrived at the boat and in Núbia, at room temperature, without sugar,  and with a thin layer of foam at the surface. It´s fruity and refreshing.

 

Ingredients:

  • 3 cups water
  • 1 cup almost full of hibiscus flowers
  • Sugar to taste

 

Preparation:

  1. Bring water to the fire with the flowers and as soon as it boils bring to boil with the pot covered for 3 minutes.
  2. Turn off and allow to cool.
  3. Serve warm or at room temperature, with or without sugar.

 

Dates in Núbia

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