Tostas de cogumelos selvagens, alho francês e tomilho # Wild mushrooms, leeks and thyme toasts

 

Antes de mais um feliz e inesquecível 2018!!

Obrigada por começarem este novo ano aqui comigo e este é um ano especial!

Não tarda o Pratos & Travessas completará 10 anos!! Mas como é que já passaram 10 anos? Eu sei que este é um tremendo de um cliché mas o tempo voa mesmo!… Adiante.

 

Contra todas as expectativas esta época de apanha de cogumelos tem sido a melhor de sempre para nós.

Começamos em Novembro do ano passado. Na altura a chuva era quase inexistente e nas primeiras idas à floresta não encontramos um único cogumelo. Passaram-se algumas semanas. A chuva finalmente veio mas fraca e a certa altura pensamos que já não valeria a pena esperar nada, mas aí tudo mudou e de uma forma totalmente inesperada. Exploramos outros sítios e lá estavam eles. Primeiro apareceram aos poucos e ao seguir a sua trilha acabámos por encontrar autênticos viveiros, não só de tortulhos (há quem lhes chame míscaros) mas ainda melhor, boletos de vários tipos, incluíndo os maravilhosos porcini. Nunca, mas nunca, nós apanhámos tantos cogumelos como ultimamente.

Tenho recebido muitas mensagens no Instagram de alguns queridos seguidores que ficam um pouco alarmados com a apanha de cogumelos selvagens e a eterna dúvida: E se forem venenosos?

Eu apanho cogumelos há anos e comecei a conhece-los com o meu pai. Mais tarde tive a sorte de o meu marido começar a gostar de os apanhar também e agora perdermo-nos durantes horas no silencio e tranquilidade de um bosque é das coisas que mais gostámos de fazer. No entanto apanho apenas os que conheço  muito bem que basicamente são os tortulhos, os boletos, cantarelos que não são nada fáceis de encontrar, parasóis e morchella. Há muitos, muitos  mais mas  são facilmente confundíveis com cogumelos venenosos  e aí não arrisco de forma alguma. E é muito importante reafirmar : Só deve apanhar cogumelos selvagens quem os conhece muito bem. Se existe dúvida, por mínima que seja não o faça.

Esta receita é em toda a sua simplicidade e rusticidade, uma das melhores formas de apreciar o sabor único dos cogumelos da floresta. Os risottos vêm logo a seguir.

Pão torrado, cogumelos fritos com alho francês, alho, tomilho e bom azeite. E prometo que se quiserem ficar só pelo pão, cogumelos, alho e azeite também não ficam desapontados. Porque o que é genuíno basta-se a si próprio.

 

Como conservar cogumelos

Congelar:

Corte os pedúnculos aos cogumelos já que podem ser um pouco fibrosos.

Limpar os cogumelos molhando uma escova própria e escovando as areias e impurezas, molhando a escova e sacudindo sempre que necessário.

Não lave os cogumelos debaixo de água porque isso estraga-os.

Coloque-os em cima de uma pano limpo e deixe assim até a humidade da escova desaparecer.

Corte em fatias, guarde em sacos com fecho e congele até precisar.

Descongelar:

Tire os cogumelos no dia anterior do congelador.

Coloque-os em cima de um coador grande com uma taça por baixo para escorrer a água que se vai libertar.

Cozinhe-os da forma que mais gostar.

 

 

In English

It’s a new year!

Against all expectations this mushroom picking season has been the best ever for us.

We started in November of last year. At the time the rain was almost nonexistent and in the first trips to the forest we did not find a single mushroom. A few weeks passed. The rain finally came but weak and at one point we thought that nothing was worth waiting for, but then everything changed and in a totally unexpected way.  We explored other places and there they were. First appeared slowly and following their trail we ended up finding authentic nurseries, not only of tortoises (there are those who call them míscaros), boletus  of various types, including the wonderful porcini. Never, but never, have we caught so many mushrooms like lately.

I have received many messages on Instagram from some dear followers who are somewhat alarmed by the foraging of wild mushrooms and the eternal doubt: What if they are poisonous?

I forage wild mushrooms for years and I started to know them with my father.  Later on I was fortunate that my husband began to enjoy foraging them too and now we lose ourselves for hours in the silence and tranquility of the woods whenever we can. Is one of the things we like to do the most. However I only pick the ones I know very well that basically  are the tortulhos, the boletus, chanterelles that are not easy to find, parasols and morels. There are many, many more but they are easily confused with poisonous mushrooms and that I do not risk in any way.

This recipe is in all its simplicity and rusticity, one of the best ways to enjoy the unique flavor of the forest mushrooms. Risottos are next in line.

Toasted bread, fried mushrooms with leeks, garlic, thyme and good olive oil. And I promise that if you stick only to the bread, mushrooms, garlic and olive oil

you are not to be disappointed either. Because what is genuine is enough for itself.

 

How to Store Mushrooms

Freeze:

Cut the peduncle of the mushrooms since they can be a bit fibrous.

Clean the mushrooms by wetting their own brush and brushing the sands and impurities, wetting the brush and shaking it whenever necessary.

Do not wash the mushrooms under water because it spoils them.

Place them on a clean cloth and leave until the moisture in the brush disappears.

Cut into slices, store in resealable bags and freeze until needed.

Unfreeze:

Take out the mushrooms the day before of the freezer.

Place them on top of a large colander with a bowl underneath to drain the water that will break free.

Cook them the way you like the most.

 

 

 

 

Ingredientes:

  • cogumelos à escolha (usei tortulhos e boletos)
  • 1 alho francês
  • 2 colheres de sopa de bom azeite (7% de acidez ou menos) + 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 dente de alho picado
  • Tomilho limão a gosto
  • Fatias de pão torrado
  • Sal e pimenta preta a gosto.

 

Preparação:

  1. Frite o alho francês cortado às rodelas em 2 colheres de azeite quente até que amacie mas sem ganhar cor.
  2. Noutra sertã aqueça o restante azeite e junte os cogumelos. Frite por 5 minutos e evite mexer muito para não libertarem muita água, sacuda apenas a sertã um pouco,  passados 3 minutos junte o alho e o tomilho e cozinhe mais um pouco.
  3. Tire do lume, misture o alho francês com os cogumelos e salpique com um pouco de sal e pimenta preta a gosto.
  4. Coloque uma camada desta mistura em cada torrada e coma de imediato.

 

Ingredients:

  • Mushrroms to taste (I used tortulhos and boletus)
  • 1 leek cut into rounds
  • 2 tbsp of good olive oil (7% acidity or less) + 2 tbsp olive oil
  • Slices of toasted bread
  • Lemon thyme to taste
  • Salt and black pepper to taste

 

Preparation:

  1. Fry the leeks in 2 tbsps of olive oil until soft but not browned.
  2. In another skillet fry the mushrooms in the remaning olive oil for 5 minutes of until tender, after 3 minutes add the garlic and thyme and cook a bit more. Don´t stir the mushrooms to much or they will release a lot of liquid and they will not be so good. Just shake the pan a bit.
  3. Remove from the heat stir the mushrooms into the leeks and sprinkle with a bit of salt and pepper.
  4. Place one layer of this mixture on top of each toast, eat and enjoy.

 

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4 thoughts on “Tostas de cogumelos selvagens, alho francês e tomilho # Wild mushrooms, leeks and thyme toasts

  1. adorava adorava saber o suficiente para apanhar cogumelos num bosque, mas não me atrevo. Sou completamente doida por cogumelos, e se há coisa que me deixa logo feliz é uma bela tosta de cogumelos para abrir as hostilidades – tipo entrada de um jantar, gosto mesmo disso!! Os meus cogumelos preferidos são sem dúvida os trompettes de la mort, deve ser o meu lado gótico, mas só os comi secos – ok, confesso que adoro mesmo cogumelos secos, mais ainda que os frescos porque o sabor eleva-se de uma forma inexplicável!

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