Trifle de laranja e amoras # Orange and blackberry trifle

 

Esta história começou há quase uma semana nesta mesma cozinha, com um bolo simples a cozer no forno, uma gripe chata, um remédio caseiro ( chá de alho, canela e limão) e pacotes de lenços de papel estrategicamente pousados, já que os espirros não costumam pedir licença; chegam e quando damos por eles já foram.

Pelo meio, entre as horas passadas no sofá a “marinar” a gripe, ainda houve tempo para reorganizar os meus livros de cozinha e os adereços, papéis, tecidos e tábuas que parecem brotar de um qualquer canto secreto do estúdio.
Quando voltei a olhar para o bolo, no dia seguinte, já ele estava a meio, tamanho mais que certo para fazer um trifle de laranja para quatro.

Cobri o fundo de dois copos com fatias finas de bolo e por cima salpiquei um pouco de cointreau, o suficiente para humedecer o bolo e deixá-lo ainda mais aromático.

Fiz um creme de baunilha, muito útil para os trifles e também para comer a solo com muita canela em pó que, maravilha das maravilhas, ainda por cima ajuda a combater as gripes e respetiva parentagem indesejada .

Peguei em quatro ou cinco laranjas pequenas e depois de as submeter aos poderes de uma faca afiada, ficaram apenas pequenos gomos sem pele, brilhantes e delicados.

Mais umas amoras (as últimas da colheita de Verão) e umas raspas de chocolate.
E do bolo passei ao trifle. Camadas de bolo, cointreau, laranja, creme de baunilha, amoras e raspas de chocolate.

Não admira que os ingleses ainda hoje tenham um carinho muito especial por esta sobremesa típica, que tanto quanto se sabe, terá tido como antepassado (Séc. XVI) algo parecido com um syllabub (natas batidas com licor ou sumo de frutas) e já com o nome de trifle.

No Sec. XVIII  aparecem os primeiros trifles tal como os conhecemos hoje, camada a camada.
Os vitorianos adoravam-nos e no conhecido livro da inovadora (para a época) Srª Isabella Beeton, já constavam
quatro receitas de trifle com o respetivo custo final.

Quanto a mim, as minhas vivências com os trifles têm sido memoráveis. Assim que  mergulhei uma colher neste doce pela primeira vez, nunca mais o esqueci…

 

 

In english

This story began almost a week ago, in this same kitchen, with a simple cake baking in the oven, an annoying flu, a home remedy  (garlic, lemon and cinnamon tea) and packets of tissues, strategically placed, given that sneezes usually don´t ask for permission. They come and before you know it their gone.

In between, a few hours spent on the couch “marinating” the flu and there were still time to reorganize my cookbooks and props, that seem to sprout from a secret corner of the studio.
When i looked at the cake, the next day, it was half, just the perfect size to make an orange trifle big enough to feed four.

I covered the bottom of two glasses with thin slices of cake and sprinkled with a bit of cointreau, enough to moisten the cake and make it even more aromatic.

I made vanilla cream, very useful for trifles and to eat solo, dusted with a lot of cinnamon, that, wonder of wonders, is also good to cure the flu and other unwanted parenting (of the flu, i mean).

I took four or five small oranges and after subjecting them to the powers of a sharp knife, all that remained were bright and delicate skinned slices.

A handful of blackberries (the last of the Summer harvest) and some chocolate shavings.
And from the cake i passed to the trifle

No wonder the British still have a very special fondness for this typical dessert, which as far as it´s known, have had as an ancestor (16th century) something like a syllabub (cream whipped with liquor or fruit juice) and already with the name of trifle.

It was in he early 18th century, that the first trifles as we know them today appear, layer by layer.
The Victorians loved them, and  the well known book of the innovative (for her time) Mrs Isabella Beeton, already included four trifle recipes with the respective final cost.

As for me, my experiences with trifles have been memorable. As soon as i dipped my spoon in this sweet for the first time, i could never forget it ever since.

 

Trifle de laranja e amoras





Ingredientes: As quantidades dependem do tamanho do trifle que vai fazer. Eu usei metade do bolo da postagem anterior para 2 copos, que serve 4 pessoas facilmente.
Um bolo inteiro dará para 6 a 8 pessoas, dependendo do apetite de cada um.

Fatias de finas de bolo de laranja sem glúten (receita aqui)
Gomos de laranja sem pele
Amoras
Cointreau
Raspas de chocolate
Creme de baunilha

Creme de baunilha
Se fizer um trifle numa taça grande, duplique as quantidades para o creme
Ingredientes:
500 ml leite meio gordo
1 ovo
1 gema grande
90 g de açúcar
100 g de manteiga sem sal
1 colher de sopa de amido de milho (maizena)
1 vagem de baunilha

Preparação:
*Bata o ovo com a gema e o açúcar, até ficar com um creme fofo.
*Derreta a manteiga e fora do lume, junte-lhe a mistura de ovos e açúcar, o leite misturado com o amido de milho e a vagem de baunilha, mexendo bem.
*Leve ao lume (não muito forte) mexendo sempre até engrossar.
*Este creme não fica  muito espesso mas é mesmo assim, apesar de que ao arrefecer vai espessar um pouco mais.
*Tape o creme ainda quente com película aderente (a película tem de ficar em contacto com a superfície do creme, para que este não ganhe aquela “pele” indesejada.

Montagem do trifle:
*Numa taça de vidro comece por colocar fatias de bolo de forma a cobrir a base da mesma e salpique-as com Cointreau (licor de laranja). Eu usei 1 colher de sopa de licor por camada, tendo em conta que usei copos e não uma taça grande.
*Por cima coloque gomos de laranja sem pele e por cima deles uma camada de creme de baunilha.
*Nova camada de fatias de bolo, mais uns salpicos de Cointreau e depois amoras que por fim são cobertas com creme de baunilha.
*Decore com raspas de chocolate, amoras e gomos de laranja.
*Sirva à temperatura ambiente. No Verão sirva fresco.
*Muitooo Bom :))

 



Orange and blackberry trifle

Ingredients: The quantities depend on the size of the trifle you want make. You can always add a little bit more of this and that. I used half the cake from the last post, which served the four of us. Using the hole cake, you will end up making a trifle for 6 to 8, depending on the appetite of your family or friends.


Slices of gluten free orange cake (recipe here)
Slices of orange (without the skin)
Blackberries
Cointreau
Chocolate shaves
Vanilla cream

Vanilla cream
Ingredients:
500 ml semi skimmed milk
1 egg
1 large egg yolk
90 g caster sugar
100 unsalted butter
1 tbs of corn starch
1 vanilla pod

Preparation:
*Beat the egg, yolk and sugar until fluffy.
*Dissolve the corn starch in the milk making sure to eliminate any possible lumps.
*Melt the butter over low heat in a heavy-based pan.
*Stir in the egg and sugar mixture, the milk and vanilla pod.
*Cook over low heat, stirring constantly, until thickened.
*The cream will be slightly runny, don´t worry. it will thicken a little bit more as it cools.
*Cover the top of the hot vanilla cream with clingfilm, to stop it forming a skin.

The trifle:
*Layer slices of orange cake into the bottom of a trifle bowl or big glasses just like i did.
*Pour over the cointreau, just to moist the cake and then the slices of orange. Cover with a layer of vanilla cream. Another layer of cake slices, more cointreau and tip in the blackberries. Cover with more vanilla cream and on top of that, chocolate shaves.
*Decorate the trifle with orange slices, blackberries and chocolate shaves.
*In Winter i serve it at room temperature, but in Summer is best chilled.
*Delicious:))

 

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9 thoughts on “Trifle de laranja e amoras # Orange and blackberry trifle

  1. Já para não falar da combinação de sabores, que é de facto maravilhosa, o que me agrada neste trifle é também a combinação das cores: o laranja, o branco sujo, o quase-preto. Muito apelativo aos sentidos. E um belíssimo “afugenta-gripes”. Espero que esteja bem melhor 🙂

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